Laboratório de Manutenção em Notebooks – Instalações Elétricas

Neste artigo, aprenderemos a projetar e montar nosso laboratório de assistência técnica em notebooks, levando em consideração a estrutura física, o aterramento e as instalações elétricas.
 
Um laboratório de manutenção em Notebooks não é tão diferente de um de manutenção em computadores desktop, com exceção de algumas normas e cuidados necessários.
 
O laboratório de manutenção deverá estar protegido de forma contra agentes agressivos como, por exemplo, areia, poeira, chuva é etc.
 
Deve estar, também, distante de tubulações hidráulicas para garantir a integridade dos equipamentos, bem como a dos técnicos, uma vez que tais agentes agressivos não só podem danificar os equipamentos como também provocar desconforto aos técnicos e demais pessoas presentes no local.
 
A temperatura ambiente deve ser de no máximo 30° C. Se for mais alta que isso, deverá ser instalado um aparelho de ar condicionado no local.
 
As especificações técnicas de temperatura para um perfeito funcionamento do laboratório e dos equipamentos de informática não podem ser altas, pois correm o risco de danificar os equipamentos de manutenção em notebook.
 
Tomadas elétricas das bancadas e estações de teste deverão ser feitas separadamente da rede das tomadas comuns, devido principalmente ás interferências e surtos gerados por outros aparelhos do local, podendo causar o danos aos estabilizadores, no-breaks e fontes de alimentação dos equipamentos, chegando até a queimá-los.
 
É recomendável ainda que o local não possua nenhum tipo de dano estrutural, como rachaduras, umidade, mofo ou infiltração, pois isso pode comprometer a segurança dos equipamentos e do pessoal.
 
Já o piso deve ser de um material que não gere energia estática com atrito, pois isso pode ocasionar uma descarga elétrica nos equipamentos, podendo danificá-los.
 
A rede de energia elétrica de ser 110 V ou 220 V, com capacidade mínima de 10 KVA, aproximadamente 7000 watts, sendo que o fator de potência (rendimento) de um equipamento informático é de 70%, levando em consideração um laboratório de pequeno porte (de 5 a 15 equipamentos ligados, dependendo de seu consumo).
 
Tal capacidade deve ser estudada por um engenheiro eletricista para um correto dimensionamento conforme a necessidade, pois se não dimensionado corretamente, pode causar danos aos componentes em função das quedas e oscilações inesperadas da energia do laboratório.
 
Neste mesmo ponto, ainda é relevante que seja feito um quadro de distribuição de energia independente para o laboratório, com o objetivo de suprir os mesmos tipos de problemas.
Quanto ao aterramento, não devemos hipótese alguma usar o neutro da rede com essa função, o ideal e conversa com um especialista (engenheiro eletricista) para que ele projete o aterramento com o dimensionamento correto e para que possua uma resistência menor ou igual a 10 W, como veremos a seguir.
 
Veja agora algumas dicas de como fazer o aterramento para proteção do laboratório e seus equipamentos contra curto surto e quedas bruscas de energia.
Na canaleta destinada a fiação elétrica, passe juntamente com os fios elétricos um fio de cobre com aproximada mente 0,5 cm de diâmetro.
 
Faça a ligação entre as hastes utilizando um fio de 10 mm de espessura (pelo menos), de forma a criar um triângulo fechado ou, caso as hastes estejam em linha, uma linha aberta.
 
Lembre-se de que os fios deverão estar presos a cada uma das hastes por meio de conectores próprios, garantindo que não se desprendam.
 
Um conector encaixado a barra de cobre, você pode ver na figura abaixo. Uma extremidade do cabo de cobre deverá ser conectada ao triângulo ou linha;

 

O fio de cobre, que agora é o fio terra, deve ser ligado ao terceiro pino de todas as tomadas da rede elétrica que deseja aterrar;
 
Para a averiguação do aterramento, utilize um multímetro para checar a tensão existente entre o neutro e o terra das tomadas. Esta voltagem não poderá exceder 3V;
 
O neutro da rede elétrica não deve ser utilizado porque não é um terra (embora popularmente seja conhecido com o nome de terra). O neutro e usado apenas como referência para a fase.
 
Se uma rede possuí uma voltagem de 220 V, que dizer que a soma da voltagem do neutro com a da fase é de 220 V, não significa que a voltagem do neutro seja zero, isto é, pode ser que a fase possua 110 V e o neutro outros 110 V, totalizando 220 V.
 
Consequentemente, pode haver eletricidade no chamado neutro da rede, e é por isso que ele não pode ser usado em hipótese alguma como terra.
Instalações Elétricas
O ideal é utilização de fiação elétrica nova, externa, organizada em canaletas com tomadas monofásicas de três pinos, padrão NEMA 5P, instaladas junto às canaletas em caixas modulares externas, sendo uma para cada equipamento.
 
E interessante ainda que haja um quadro de disjuntores devidamente etiquetados e identificados para cada conjunto de quadro tomadas (máxima 20 A).
 
Nas figuras a seguir podemos verificar exemplos das instalações elétricas.

 

 

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